27 de novembro de 2011

Projeto de Casa Contêiner.




Construída a partir de dois contêineres, casa de 100 m² custou 40 mil dólares.




O arquiteto costarriquenho Benjamin Garcia Saxe tem buscado soluções construtivas ecológicas e de baixo custo para projetar, sem deixar de lado o conforto e o bom design que uma moradia pode e deve ter. 

A oportunidade veio quando um casal amante dos cavalos, proprietários de um terreno a 20 minutos da capital da Costa Rica, San José, encomendou um projeto que priorizasse a paisagem natural, sem contudo, implicar em um grande investimento.

Reciclar dois contêineres de carga pareceu a maneira mais econômica e racional de colocar em prática os planos dos proprietários, que queriam ter uma casa de campo para passar tempo com seus animais. 

O custo final da casa, US$ 40 mil, é mais baixo que a média dos valores para uma moradia de interesse social na Costa Rica (que gira em torno de US$ 48 mil), que seguramente não têm todas as comodidades encontradas na casa Container de Esperanza.



Longe de ser apenas suportável, como se poderia pensar de uma residencia feita quase que inteiramente de aço, e sim bonita e funcional, a residência tem forte apelo estético, além de ambiental.



“Explorar novas possibilidades pode trazer resultados impressionantes”, diz o arquiteto Garcia, que completa, “construir com contêineres não é uma novidade”, referindo-se ao fato de que essa já é uma técnica conhecida em países de clima frio como Noruega e Finlândia, onde a oferta da matéria-prima é abundante.

Assentada sobre palafitas de concreto armado e de grande simplicidade estrutural, a casa tem dois dormitórios e área social de layout aberto, onde cozinha e sala de estar compartilham o espaço e a vista das montanhas. A suíte principal tem banheira de hidromassagem em um dos pontos com melhor visão do lote.

É claro que a idéia de reciclagem de contêineres em um lugar com intenso clima tropical requer alguns cuidados técnicos. A primeira providência foi programar aberturas que aumentem a sensação de liberdade e frescor, além de ventilação constante. 



Localizadas lado a lado, mas não encostadas, as duas caixas têm entre si um espaço coberto e dotado de janelas que proporcionam constante renovação do ar e resfriamento das coberturas. 



Um sistema de isolamento térmico de classificação industrial cumpre um papel importante no conforto interno, visto que nenhum ar-acondicionado foi instalado na casa.

A dinâmica dos volumes proporcionou uma entrada social e a possibilidade de um terraço privativo para a suíte máster. Toda a especificação das divisões e acabamentos internos são feitos com drywall e madeira, as esquadrias (de alumínio com vidros duplos) foram feitas de modo a manter a unidade estética do conjunto. 

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Por Tania Bértolo
Matéria www.uol.com.br

Edição e Publicação | Equipe | Imovel e Dicas.

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