23 de dezembro de 2011

Setor Imobiliário terá 2012 Desafiador.

SÃO PAULO - A maior parte das ações do setor de construção civil no Brasil se desvalorizou em 2011. 
A desaceleração da economia e os problemas enfrentados pelas incorporadoras imobiliárias - estouro de custos, redução na expectativa de lançamentos, queda na velocidade de vendas e maior alavancagem financeira - proporcionaram um ano difícil para o setor. 
E o cenário que se desenha para 2012 aponta para um novo período de entraves.
Apesar da perspectiva de crescimento no longo prazo, os analistas da Fator Corretora, Iago Whately e René Brandt, consideram que os desafios enfrentados pelas companhias este ano continuarão presentes no próximo calendário, e poderão se tornar ainda maiores.
Na opinião deles, o ambiente pode piorar se a expectativa de bom desempenho da economia brasileira não se confirmar, e se houver maiores restrições ao crédito e para o acesso ao mercado de capitais.
Os analistas do HSBC, Felipe Rodrigues e Leonardo Martins, também chamam a atenção para o impacto do crédito no mercado imobiliário. "As discussões acerca da disponibilidade de crédito devem continuar sendo o foco dos investidores, uma vez que a captação em contas de poupança não deve ser suficiente para sustentar a indústria até 2014", afirmam os especialistas em relatório.
Cautela:
Por conta do panorama incerto, a Fator Corretora sugere menor exposição do investidor ao setor de construção civil, alertando para os casos em que a alavancagem financeira alcançou patamares desconfortáveis.
Os analistas afirmam que o nível de endividamento da maior parte das companhias do setor de construção civil no Brasil alcançou patamar desfavorável em 2011, mas na hipótese de deterioração no ambiente macroeconômico e consequente restrição de crédito, algumas companhias podem ter mais dificuldade em sustentar o elevado patamar de alavancagem financeira, em especial as menores, como CCDI - Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCIM3), Rodobens (RDNI3), Viver (VIVR3) e Tecnisa (TCSA3).
"Nesse ambiente, apostamos em retomada da atividade de fusões e aquisições, o que poderá influenciar significativamente o desempenho das ações das companhias envolvidas", avaliam os especialistas.
Baixa Renda:
Se a incerteza macroeconômica em 2012 pode prejudicar o desempenho de parte do setor, também tem chances de aumentar o prêmio com que as incorporadoras de baixa renda negociam, dada a alta probabilidade de estímulos governamentais à demanda imobiliária neste segmento, no caso de desaceleração da economia. Essa é a opinião dos analistas da Fator, que têm preferência pelos papéis da Direcional (DIRR3), MRV Engenharia (MRVE3), Rossi (RSID3) e PDG Realty (PDGR3) neste segmento.
Por outro lado, a equipe do HSBC aconselha o distaciamento de empresas focadas em unidades direcionadas ao segmento de baixa renda, em especial MRV (MRVE3) e Rossi (RSID3). Para Rodrigues e Martis, essas companhias devem continuar sob pressão pela combinação dos tetos de preços do programa Minha Casa, Minha Vida e a alta inflação de custos.
Na visão do banco, as ações de convicção mais forte são: PDG Realty, por conta da avaliação barata e da recuperação esperada nas margens; e Brasil Brokers (BBRK3) em virtude do grande desconto no P/L (preço sobre lucro) estimado para 2012, de 5,83 vezes.
Serviços:
Por: Mariana Mandrote | Matéria: www.infomoney.com.br
Edição e Publicação | Sergio Amaral | Imovel e Dicas

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