27 de março de 2012

Preço dos Imóveis no Rio estabilizam.



De 2001 a 2010, preços subiram até 700%, segundo levantamento, no entanto, mesmo com estabilização, preços não devem descer de patamar.




Segundo estudo realizado pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-RJ), após uma valorização imobiliária sem precedentes no Rio, de 2001 a 2010, quando os preços de imóveis residenciais e comerciais chegaram a subir 400% e 700%, respectivamente, o ano de 2011 foi marcado pela estabilização dos preços, porém, com uma tendência de crescimento.

Para a vice-presidente financeira do Secovi-RJ, Maria Teresa Mendonça Dias, coordenadora do levantamento, “os preços tendem a se estabilizar, mas não vão descer de patamar”. Ela explica que a forte alta da última década (quando os preços de imóveis residenciais e comerciais chegaram a subir 400% e 700%) foi ocasioando pela inércia do setor nos anos anteriores. 

“O mercado imobiliário ficou parado cerca de 20 ano anos até a retomada dos preços”, ressalta ela!

O estudo destaca que os projetos de segurança, com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas favelas da capital, e de infraestrutura, com obras e investimentos nos setores de transporte e saneamento, por exemplo, que preparam a cidade do Rio para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, tiveram papel fundamental para a expansão do setor imobiliário.

Valores de Venda e Locação crescem Menos:

De acordo com o levantamento, de janeiro a dezembro de 2010, o valor médio do metro quadrado dos imóveis para venda subiu 42,1%, em relação a 2009. Já no mesmo período de 2011, esse valor cresceu 15,8% na comparação com 2010, menos da metade da alta registrada anteriormente.

Com relação aos imóveis para aluguel, o valor médio do metro quadrado para locação cresceu 29,1% em 2010, na comparação com o ano anterior, essa valorização desacelerou em 2011, ficando em 16,1%, quase a metade do registrado em 2010.

Apesar da freada nos preços, a coordenadora da pesquisa não acredita que vai haver uma retração dos valores dos imóveis, nem mesmo após o fim das Olimpíadas 2016. “Eu acho difícil. A forte valorização ocorreu porque ficamos muito tempo adormecidos. Afora, os preços foram trazidos para os valores reais”, afirmou Maria Teresa.

Prefeito diz que Valorização ‘é Coisa de Louco’:


O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que esteve presente ao lançamento do estudo (Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro), em um restaurante na Zona Sul da cidade, comentou que a valorização dos preços dos imóveis na capital foi uma “coisa de louco”. 



Ele avaliou que a prefeitura tem “responsabilidade nessa supervalorização de algumas áreas”, já que há “mais de R$ 20 bilhões de reais em obras de infraestrutura na cidade”.

“Não sei se vocês (do Secovi) vão dizer que vai continuar valorizando tanto. A gente espera que essa coisa diminua, que o mercado se acalme um pouco. Não é admissível. É coisa de louco”, afirmou Paes.

“Não é loucura: é realidade”, ressaltou Maria Teresa, coordenadora da pesquisa, ao comentar a fala do prefeito. “Estávamos parados há muitos anos, muitos desses preços ainda vão atingir seu valor máximo, apesar de, a grande maioria, agora, já estar estabilizado”, complementou.

Imóveis no Interior do Estado chegam ao Preço da Capital:

De acordo com Maria Teresa, a pesquisa mostrou que, em algumas cidades do interior do estado, os imóveis também se valorizaram. Os preços subiram principalmente em cidades do litoral norte, por causa da indústria do petróleo, e do Sul Fluminense, por conta das indústrias do setor automobilístico, que se instalaram na região.

“Cabo Frio teve uma supervalorização. Um imóvel de sala e quarto na cidade está o mesmo preço de um similar em um bairro como laranjeiras, na Zona Sul do Rio”, destacou Maria Teresa. “Macaé, Rio das Ostras e Resende também tiveram alta nos preços”, concluiu.

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Edição e Publicação | Equipe | Imovel e Dicas

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