26 de abril de 2012

Alugar ou Financiar o Imóvel? Veja como Decidir.

Alugar Imovel



Antes de decidir pelo financiamento ou pelo aluguel, o ideal é que os compradores pensem em seu plano de vida, afirmam especialistas.






A família deve avaliar bem qual seu principal objetivo e quais esforços pretendem fazer para alcançá-lo, diz Ricardo Almeida, professor de finanças do Ínsper. “Cada caso é um caso, e antes de fazer uma escolha entre financiamento ou investimentos, é preciso avaliar alguns aspectos”.

Entre os principais aspectos a serem discutidos em família, a professora Ana Castelo, coordenadora dos estudos de construção civil na PUC-SP, destaca as condições do aluguel. 

Se o contrato for antigo, e a renovação for interessante, pode ser vantagem continuar morando como inquilino mais um tempo, afirma. Durante esse período, o valor poupado ajuda a reduzir a parcela a ser financiada posteriormente. 

Ao mesmo tempo, é preciso também avaliar a perspectiva de aumento do valor do aluguel, diz Almeida. Quem mora de aluguel e investe uma parte da renda, precisa estar atento a isso, destaca o professor. “Se o imóvel valorizar muito, fica mais difícil para o inquilino conseguir manter o aluguel no mesmo valor”, diz. 

Financiar Imovel



Para o especialista do Ínsper, caso a família goste muito do novo apartamento, pode ser melhor entrar no financiamento.





Ele afirma que a taxa de financiamento imobiliário brasileira, de cerca de 10% mais a taxa referencial (TR) ao ano, não é alta para a pessoa física. “É uma taxa de juros razoável e o comprador terá um ativo que pode valorizar muito nos próximos anos”, afirma (Ver Matéria sobre queda na taxa de Juros).

Para conseguir se dar bem com a estratégia de combinar o aluguel com o investimento é preciso conhecer muito bem o mercado financeiro para saber como funcionam as aplicações e conseguir boas condições, diz o professor. Para negociar uma boa taxa de produtos bancários, por exemplo, muitas vezes é preciso já ter muito dinheiro. 

“Quem optou por investir o dinheiro nos últimos cinco anos, desde 2006, ao invés de fazer o financiamento, se deu mal”, afirma. De lá para cá, os imóveis encareceram bastante em diversas regiões do país e poucos investimentos acessíveis à população de renda mais baixa superaram essa valorização. 

Pior ainda do que a desvantagem financeira, diz Almeida, é a sensação de frustração de juntar dinheiro por anos e não conseguir chegar ao valor do apartamento desejado. “Muitas vezes a frustração é enorme e a tensão para guardar o dinheiro piora ainda mais”.

Casa Propria


Outro aspecto a ser avaliado pelo comprador do imóvel são as perspectivas para os preços, na opinião de Almeida, não é possível prever que os preços dos imóveis não vão continuar subindo no Brasil.




“Os investimentos no Brasil vão continuar crescendo e a classe C vai pressionar cada vez mais os preços dos imóveis para cima”, diz.

Ana Castelo também não acredita na queda dos preços no mercado imobiliário brasileiro.”A demanda das famílias está sendo sustentada pelo crédito e pelo crescimento da renda, não há a perspectiva no curto prazo de isso mudar”, diz. 

Ainda assim, quem preferir continuar no imóvel alugado, enquanto aplica uma parte da renda, pode investir em títulos públicos, poupança, fundos de DI, CDB ou até mesmo ações, para o caso de um investidor com gosto maior pelo risco, sugere Jurandir. 

Fazendo as Contas:

Financiar Casa

Uma conta que pode ajudar a tomar a decisão entre o aluguel e a casa própria é a projeção de quanto dinheiro é possível acumular pagando o aluguel e, ao mesmo tempo, aplicando uma parte da renda, o professor de finanças da FGV, Samy Dana, avalia um exemplo:




Uma pessoa paga R$ 1.500 de aluguel e pretende comprar um imóvel de R$ 450 mil, mas tem apenas R$ 180 mil. Ela tem duas opções:

1) A primeira é aplicar os R$ 180 mil no Tesouro Direto e fazer aplicações mensais de R$ 1 mil durante todo o período, após os 30 anos, ela terá R$ 2 milhões.

2) A outra opção teria sido dar a entrada de R$ 180 mil e financiar os R$ 270 mil restantes, durante 30 anos, essa pessoa terá que pagar R$ 2.500 ao mês para ter o imóvel. Ao final do período, o imóvel será seu.

"Caso este imóvel valorize mais de R$ 2 milhões, a segunda opção foi um melhor negócio, do contrário, a primeira opção teria sido mais vantajosa”, diz Dana. 

Na opinião dele, a primeira opção provavelmente é melhor, pois ele acredita que um imóvel de 30 anos de uso tende a depreciar.

Para fazer as contas, ele levou em conta o rendimento líquido da aplicação do dinheiro e a taxa de financiamento imobiliário, antes da queda de juros anunciada pelos Bancos. 

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Por: Olivia Alonso e Danielle Brant.

Edição e Publicação | Equipe | Imovel e Dicas.

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