20 de abril de 2012

Inadimplência em Condomínios Aumenta.

Noticias 24 Horas



Sindicato ressalta que atraso no pagamento tem consequências mais sérias do que se imagina.







A taxa de inadimplência em 2011 para os condomínios residenciais, na comparação com o ano anterior subiu de 9,1% para 9,8%, informou o Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio) no Panorama do Mercado Imobiliário.

Em relação à impontualidade para atrasos de até 30 dias, o índice registrou alta de 8,8% no ano passado frente a 7,6% em 2010. Em nota, o Secovi -RJ destaca que um atraso no pagamento do condomínio tem consequências mais sérias do que se imagina. 

"Sem essa verba, os compromissos do edifício com pagamentos de funcionários, contas de consumo, fornecedores e prestadores de serviços, entre outras despesas extraordinárias, ficam comprometidos", alerta a entidade.

Ainda de acordo com o Sindicato, os leves aumentos da inadimplência e da impontualidade residenciais não chegam a causar apreensão no mercado, e podem ser resultado do aumento nas despesas dos condomínios. 

Além disso, a própria elevação dos preços das cotas condominiais na cidade também podem "justificar" o atraso. No Flamengo, por exemplo, a alta foi de 55,0% no primeiro semestre do ano passado.

Indicadores socioeconômicos, como o aumento do endividamento das famílias, também contribuem para a alta nos índices. Segundo pesquisa no portal do Sindicato, no entanto, os síndicos estão mais dispostos ao diálogo, o que levaria a maiores índices de sucesso em negociações de pagamento de cotas atrasadas.

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Para os condomínios comerciais, os índices de inadimplência (12,9%) e impontualidade (8,3%) foram mais altos que os dos residenciais. 




De acordo com o Secovi, isso acontece porque esses empreendimentos são tradicionalmente maiores e, consequentemente, têm gastos mais vultosos com folha de pagamento, fornecedores, contas de consumo, manutenção e segurança, entre outros, o que eleva os custos condominiais.

O valor médio da cota de edifícios comerciais, segundo a entidade, é de R$ 912, preço 21,0% superior ao cobrado dos condôminos dos apartamentos residenciais de dois quartos no bairro onde o valor é mais alto, a Lagoa.

Ainda assim, os índices tiveram queda em relação a 2010, quando se registraram 16,4% de inadimplência e 9,8% de impontualidade.

"Um condomínio não visa ao lucro, mas funciona como uma empresa: precisa de verba para arcar com o pagamento de contas e de funcionários. Tradicionalmente, a rubrica para a qual se destina a maior parte da arrecadação dos condomínios fluminenses é a folha de pagamento", ressalta o Sindicato.

Os dados de 2011 corroboram a informação: 38% do que foi arrecadado, em média, foram destinados aos salários e encargos.

A tarifa de água permanece com a segunda colocação e responde por 23% dos gastos dos condomínios, de acordo com o Secovi-RJ, no entanto, com a adesão crescente dos condomínios à medição individualizada do produto, a expectativa é que os gastos com a conta caiam nos próximos anos. 

A manutenção, com 15%, completa a lista dos três itens responsáveis peloas maiores gastos.

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