12 de abril de 2012

Muito além do Sonho da Casa Própria!

Construir Casa



Segundo a pesquisa, a classe C é dona de 1,46 milhão de casas e apartamentos de veraneio, o equivalente a 37,1% do total.  





"Um vício bom, um vício ótimo". É assim que o operador de áudio Paulino Silva define o hábito de deixar Salvador quase todo fim de semana para se reunir com familiares e amigos na casa de veraneio que ele e a esposa, Aline Gomes, estão construindo há dois anos no Jardim das Mangabeiras, em Arembepe. 

Quando se conheceram, Paulino e Aline descobriram ter o mesmo sonho: O de possuir uma casa de praia onde pudessem se refugiar de vez em quando. 

Primeiro, ela financiou o terreno, localizado a 35 quilômetros de Salvador, pelo valor de R$ 40 mil. Em seguida, ambos pagaram a construção da casa, já 85% concluída, até hoje, o casal paga prestações de R$ 870 mensais para ver o sonho totalmente realizado. 

Brasileiros como Paulino e Aline, que integram a nova classe média, já são donos de mais de um terço das casas de praia e de campo de todo o País. 

As classes A e B, as de maior renda, já foram superadas pela classe C nesse quesito, é o que mostra um levantamento da Data Popular, instituto especializado no mercado de baixa renda, publicado esta semana. 

Casas de Praia


Segundo a pesquisa, a classe C é dona de 1,46 milhão de casas e apartamentos de veraneio, o equivalente a 37,1% do total. Já a classe A possui 1,25 milhão (ou 31,8%) e a classe B, 1,23 milhão (31,1%) de casas como essas. 



Salvador é a quarta capital com o maior número de pessoas com casas na praia ou no campo, perdendo apenas para: Porto Alegre, Curitiba e São Paulo. Rio de Janeiro, Recife, Distrito Federal, Belo Horizonte e Fortaleza completam o ranking. 

O levantamento foi feito a partir de dados coletados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) e dos censos de 2000 e 2010, realizados pelo IBGE. 

Perfil:

A pesquisa mostra que a maioria famílias da classe C que compram a segunda casa tem renda média de R$ 2.374,00, e já têm casa própria. 

"Geralmente, a classe C compra a casa de forma cooperada, junto com o irmão, tio, primo, e dividem o imóvel", diz o sócio-diretor da Data Popular, Renato Meirelles. 

Ele atribui a melhoria da renda, o aumento do emprego formal e o amplo acesso ao crédito como razões para a entrada da classe C no mercado. 

Terrenos e Casas


A casa de Paulino e Aline em Arembepe possui seis quartos, quatro banheiros, além de piscina e churrasqueira. "O que eu mais gosto é a piscina", destaca ela. "Prefiro a churrasqueira, que é onde todo mundo se reúne", opina ele. 



Ambos ressaltam a melhoria da qualidade de vida e a possibilidade de levar os amigos para passear, aproximando-se ainda mais deles. O recorde de hóspedes na casa foi à festa de ano novo. "Na virada do ano, foram 31 pessoas", lembra Paulino. Como ponto negativo estão os gastos mensais com a manutenção, cerca de R$ 500. 

Mudanças:

Segundo o diretor comercial da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), José Azevedo Filho, a classe A ainda é maioria no número de casas de veraneio no estado, mas essa mudança começa a ser notada. 

"A classe C compra casas mais distantes do mar como, por exemplo, do lado esquerdo da Estrada do Coco, no Litoral Norte, onde o mercado imobiliário começa a atuar". 

Com isso, a classe A tem migrado para locais mais distantes e exclusivos, como a Costa do Sauípe e Porto Sauípe. Segundo ele, a praia de Guarajuba, antes apenas freqüentada pela elite, também já vive essa mudança. 

Brasil: 

O País ganhou em dez anos 1,25 milhão de casas de veraneio. Em 2000, eram 45,8 milhões de moradias fixas e 2,69 milhões de residências de veraneio. Em 2010, os números eram 57 milhões e 3,94 milhões, nessa ordem.

Serviços:





Por: Victor Longo

Edição e Publicação | Equipe | Imovel e Dicas

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu Nome e Email ao final da Mensagem, caso deseje alguma informação específica.

Atenciosamente.

Brasil Brokers Enjoy Imóveis