14 de setembro de 2012

Empreendimentos cada dia mais "Personalizados".

imoveis na planta



Os incorporadores vão precisar segmentar seus empreendimentos para atender às necessidades de moradia de diferentes perfis de consumidores.






A afirmação foi feita esta semana pelo diretor geral da UBS Escola de Negócios e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), Eduardo Terra, em palestra na Convenção Secovi. O evento faz parte da programação da Semana Imobiliária, promovida pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em São Paulo.

Os diferentes modelos de família exigirão que as incorporadoras desenvolvam projetos específicos para cada público. "Os solteiros e casais sem filhos já representam mais de um quarto das vendas de imóveis novos em São Paulo", disse Terra.

Para esse público, por exemplo, não faz sentido lançar condomínios que destacam diferenciais como playground ou piscina infantil. "Seria mais interessante apostar em academia e terraço gourmet", conclui Terra.

O risco das construtoras é restringir demais seu público-alvo. "Há cidades em que a segmentação é feita apenas por número de dormitórios", disse Terra. A vantagem do setor imobiliário é poder lançar produtos adequados para cada nicho, sem ter de posicionar a marca para atender exclusivamente um perfil de consumidor.

Um dos nichos com potencial crescente é a terceira idade. As projeções sinalizam para uma mudança na pirâmide demográfica brasileira e para um maior percentual de idosos entre a população. Em 2010, o Brasil somava 19,3 milhões de pessoas acima de 60 anos, número que deve chegar a 28,3 milhões em 2020, um salto de cerca de 45%, segundo dados do IBGE.

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A construtora Tecnisa começou a prestar mais atenção nesses consumidores em 2009.





A empresa observou que 15% dos compradores de um empreendimento focado em casais jovens com poucos ou nenhum filho foi vendido para pessoas com mais de 55 anos. 

"A população da terceira idade está se posicionando como um público ativo, que viaja, trabalha, casa novamente e compra apartamentos novos", disse a diretora de projetos da Tecnisa, Patricia Valladares. A percepção levou a Tecnisa a contratar uma equipe especializada em gerontologia, formada por geriatras e arquitetos, para auxiliar no desenvolvimento de projetos para esse público. 

Hoje, quatro empreendimentos da companhia já incorporaram adaptações para os idosos. São funcionalidades como a construção de uma pista de caminhada mais larga para permitir que um idoso com andador utilize o espaço. E a piscina do condomínio recebeu uma escada de alvenaria, em vez de alumínio.

"Focamos na terceira idade, mas terminamos com projetos melhores para todos. O custo de adaptar um espaço para o uso de idosos é maior do que se projetá-lo para contemplar essas necessidades", disse Patricia.

Internet: 

As mudanças de hábitos dos consumidores também influenciam nas estratégias de venda e marketing do mercado imobiliário.

imoveis novos



Mais de 80 milhões de pessoas têm acesso à internet no trabalho ou em casa, segundo dados do Ibope Nielsen. "A compra do imóvel começa online", disse o professor da UBS Escola de Negócios.




Segundo ele, as empresas e os corretores precisam se adaptar para atender o cliente na internet. A maioria das grandes incorporadoras e imobiliárias já adotou a função de "corretor online", que oferece informações em salas de bate-papo. 

Mas ainda poucas empresas mostram na internet informações como o preço do imóvel na planta ou permitem a compra ou sinal utilizando esta ferramenta. A tendência, segundo Terra, é que essa barreira seja rompida.

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Fonte: Portal MSN.

Edição e Publicação | Equipe | Imovel e Dicas

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