23 de outubro de 2012

Fundos rendem 8 vezes mais que Bolsa!

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O economista e professor de finanças Richard Rytenband ressalta que o excelente desempenho dos fundos imobiliários nos últimos anos é reflexo do bom momento do mercado imobiliário.






Os fundos imobiliários entraram no foco dos investidores pessoa física. De janeiro até setembro, o número de investidores cresceu mais de 55%, na esteira da valorização destes fundos no mercado.

Para se ter uma idéia, desde o começo de 2012 (até o dia 19 de outubro), o Ifix, índice de fundos imobiliários que reúne os fundos mais líquidos do mercado brasileiro, registrou alta de 31%, ante valorização de 3,82% do Ibovespa, que engloba as ações mais negociadas da bolsa paulista.

O economista e professor de finanças Richard Rytenband ressalta que o bom desempenho dos fundos imobiliários nos últimos anos é reflexo do bom momento do mercado imobiliário no Brasil. “Após mais de uma década de estagnação, o preço dos imóveis apresentaram uma forte recuperação desde 2008”, pontua.

Na opinião dele, os principais fatores que explicam este movimento são as maiores disponibilidades de crédito imobiliário, o aumento da renda e emprego, a queda nas taxas de juros dos financiamentos, a queda no estoque de terrenos nas áreas mais centrais, além de o aumento do custo da construção.

O advogado e especialista em fundos imobiliários, Arthur Vieira de Moraes, credita o bom desempenho dos fundos imobiliários à queda do custo de oportunidade. “Com a Selic a 10,50% em janeiro, os investidores conseguiam ter rentabilidade de cerca de 0,70% em aplicações de baixo risco, como CDB (Certificado de Depósito Bancário).

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Logo, para aceitar correr mais risco em um fundo imobiliário, teriam que ganhar mais do que isso, 0,75% ao mês, por exemplo “, explica. 




Quando a Selic cai, o rendimento de aplicações mais seguras como o CDB também recua e o investidor aceita receber um pouco menos para correr riscos”.

“O mesmo investidor pode se dar por satisfeito recebendo o equivalente a 0,60% ao comprar um fundo imobiliário nos dias de hoje. O que significa que ele aceita pagar mais caro pelas cotas. Como o rendimento desses fundos é distribuído em dinheiro e igualmente para todos, a rentabilidade de cada investidor será definida pelo preço que ele pagou pelas cotas, quanto mais caro, menor a rentabilidade”, pontua.

O especialista lembra ainda que a mudança nas regras contábeis, implementadas pela Instrução CVM 516, para que os fundos fizessem a reavaliação dos imóveis que estavam nas carteiras também contribuiu para essa alta. “Alguns fundos tinham em sua carteira prédios que não passavam por reavaliação de preços há 5 anos”, diz.

Os fundos devem continuar subindo?

Em relação aos fundos imobiliários, a perspectiva é boa, mas alguns especialistas apontam que a valorização não deve ser tão forte como nos últimos meses. “A tendência é que a Selic fique estável e pode até voltar a subir. Assim, a queda dos juros não é mais argumento para uma elevação tão forte como a que aconteceu este ano”, afirma Moraes.

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Já para Rytenband, a valorização dos imóveis vai continuar enquanto a maioria dos fatores que impulsionaram a alta permanecerem intactos.




“Alguns indicadores que nos mostram que estamos distantes de um esgotamento de tendência”, pontua. “A rentabilidade média dos aluguéis no Brasil é de cerca de 5,71% ano. Historicamente, um nível que mostra imóveis muito caros e uma bolha preste a estourar é de 3% ao ano”, aponta.

Segundo ele, outros fatores indicam que os imóveis devem continuar se valorizando, e impulsionando o rendimento dos fundos. “O Consumo de cimento per capita ainda reduzido quando comparado com os demais países. Além disso, o preço médio do metro quadrado no Brasil em relação à renda per capita é o mais baixo dos BRICS”, pontua.

No entanto, ele também acha que o ritmo da alta será menos intenso. “A tendência daqui pra frente ainda é favorável aos imóveis que devem se valorizar, mas num ritmo menor”, acredita.

O economista e autor do Livro “Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio”, Luiz Calado, aponta que o fato de os fundos imobiliários ter apresentado forte elevação este ano não deve ser utilizado como único argumento para a compra de cotas. 

Segundo ele, o investidor deve sempre olhar outros pontos, como a composição da carteira do fundo, o tipo de inquilino que aluga o imóvel e se é um fundo que investe em apenas um imóvel ou não. “Tivemos problemas recentes com fundos de apenas um imóvel, o investidor precisa estar atento a este ponto”, aconselha.

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Fonte: InfoMoney

Edição e Publicação | Equipe | Imovel e Dicas

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