7 de dezembro de 2012

Mudanças no FGTS elevam ações de Construtoras.

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Plano de elevar o teto para estimular economia dará um novo impulso ao setor, que passa por um período de desaquecimento da demanda, dizem analistas.




A possível elevação do limite do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) jogou para cima as ações do setor imobiliário no pregão de ontem, enquanto o Ibovespa novamente opera na instabilidade. 

Às 16h10 de ontem (horário de Brasília), enquanto o Ibovespa caía 0,30%, as ações da PDG (PDGR3) lideravam os ganhos do índice, com alta de 3,61%, aos R$ 3,16. 

Um pouco atrás, apareciam os papéis da Brookfield (BISA3, +2,42%, R$ 3,38), Gafisa (GFSA3, +2,93%, R$ 4,57), MRV (MRVE3, +1,29%, R$ 11,74), Cyrela (CYRE3, +1,59%, R$ 18,47) e Rossi Residencial (RSID3, +1,17%, R$ 4,32). Em reflexo a esse desempenho, o índice IMOB, que acompanha os ativos do setor imobiliário, subia 1,05%. 

"Aumentar o limite do teto do FGTS seria o principal driver dos papéis, já que trará um novo estímulo para o setor, que vem passando por um período de desaquecimento na demanda", disse o analista Eduardo Machado, da Amaril Franklin. 

O governo avalia elevar de R$ 500 mil para R$ 700 mil o valor máximo dos imóveis que o trabalhador pode comprar com o seu saldo do FGTS. O valor aumentaria tanto para aquisições à vista quanto para financiamento do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que tem juros menores. 

Esse anúncio vem em um momento importante para a indústria de construção civil, que passa por um período difícil, e enfrenta diversos ajustes para reduzir alavancagem.

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Embora seja positivo, nem todas as empresas vão se beneficiar com o possível aumento do teto!





Este é o caso da MRV, que está mais direcionada para o público de baixa renda, mas a alta das ações da empresa reflete o setor como um todo, disse Eduardo Machado. 

Gafisa: 

O reflexo do anúncio, contudo, veio "atrasado", e só durante à tarde as ações do setor esboçaram um certo otimismo. A exceção foi a Gafisa, que sobe desde a abertura e chegou a alcançar valorização de 4,50%, aos R$ 4,64. 

Um dos motivos para esse desempenho é porque os papéis da companhia já sofreram bastante, e ela está bem defasada em relação aos demais players, disse Machado.

"Embora suba 16,67% no mês, os ativos da empresa ainda estão bem depreciados e qualquer evento positivo tende a levar os papéis a subirem primeiro ou mais do que os demais do setor". Finaliza Machado.
  
Além disso, o Bank of America Merrill Lynch elevou o preço-alvo das ações, de R$ 5,10 para R$ 5,75, o que representa um potencial de ganho de 29,50% em relação ao fechamento na última quarta-feira (5).

A opinião do banco é fundamentada por dois pilares: o potencial da Alphaville de liberar valor para a Gafisa, tendo em vista que 46% dos lançamentos da empresa nos nove primeiros meses de 2012 foram do segmento de alta renda; e a contínua recuperação por meio da geração de caixa e da expansão das margens.

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Fonte: InfoMoney

Edição e Publicação | Equipe | Imovel e Dicas

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