3 de janeiro de 2013

MRV perde Financiamento da Caixa.

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A Caixa suspendeu os financiamentos de novos empreendimentos de uma das maiores empresas do Brasil, voltada ao segmento de residências populares.




A construtora, após fiscalização do Ministério do Trabalho e do Emprego, foi incluída na lista suja do trabalho escravo, trata-se do cadastro de empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão. O Banco do Brasil também pode ter barrado empréstimos para a MRV, mas não confirma publicamente.

Esta é a segunda vez em que a construtora entra na lista. Na primeira, em 2011, entrou com uma liminar na Justiça e conseguiu reverter à decisão. 

Em nota divulgada ontem, a Caixa afirma que, assim como fez na ocasião anterior, suspendeu a recepção e contratação de novas propostas de financiamento de empreendimentos da MRV, cujo foco principal são justamente projetos do Minha Casa, Minha Vida, promovido pela CEF.

Não haverá alterações nos empreendimentos já contratados: a liberação das parcelas e o financiamento para compradores das unidades habitacionais seguirão normalmente, segundo a Caixa.

Já o Banco do Brasil informa que é signatário do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, e que cumpre rigorosamente a portaria interministerial sobre o tema.

Esta trata da inclusão de empresas infratoras no cadastro de empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas às de "escravos", mas não confirma claramente a suspensão, alegando sigilo entre as relações comerciais do banco e de seus clientes.

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Segundo o Ministério do Trabalho, o caso análogo à escravidão foi detectado em um empreendimento imobiliário da MRV.




A Empresa contratou parte dos trabalhadores de uma empreiteira chamada V3 Construções Ltda, objeto da ação fiscal e flagrada mantendo trabalhadores em regime de escravidão contemporânea. “Foram resgatados 11 trabalhadores alojados no município de Fazenda Rio Grande (região metropolitana de Curitiba)”. 

A MRV está sendo acusada de "admitir ou manter empregado sem o respectivo registro em livro, ficha ou sistema eletrônico"; "deixar de manter o alojamento em permanente estado de conservação, higiene e limpeza"; "manter o canteiro de obras sem local de refeições" e "manter canteiro de obras sem instalações sanitárias".

Todos os autos de infração já transitaram em julgado, com decisão definitiva desfavorável a MRV, de acordo com o ministério.

A construtora alega que a fiscalização foi feita em 2011 e que a terceirizada não presta mais serviços à construtora desde o mesmo ano, e que está tomando todas as medidas e ações cabíveis para tirar seu nome do cadastro e prestar os devidos esclarecimentos necessários junto aos órgãos competentes e ao mercado em geral.

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