14 de janeiro de 2013

Aluguéis ficam estáveis em 2013.

aluguel de casa



O Ano começa com boas ofertas de quitinetes, apartamentos e casas para locação. 





Negociações mais intensas devem resultar em reajustes inferiores ao IGP-M. Em alguns casos, mercado estima que o proprietário preferirá manter o preço para garantir imóvel ocupado.

Com o mercado imobiliário mais calmo, 2013 tem tudo para ser marcado por muita negociação antes de os proprietários definirem o reajuste do aluguel. 

Passado o forte período de valorização do metro quadrado no Distrito Federal, que pesou e muito no bolso dos inquilinos, as mensalidades agora tendem a subir menos ou mesmo a se acomodarem. Não são mais esperadas altas exorbitantes de até 60%, como registrado na capital do país nos últimos cinco anos.

Donos de imobiliárias acreditam que o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), geralmente usado como parâmetro para a correção do aluguel em todo o Brasil deve, de fato, nortear as renovações de contrato. A demanda por imóveis usados menos aquecidos, aindam podem estimular aumentos inferiores ao indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que fechou 2012 com variação positiva de 7,82%.

Informações como o valor do aluguel, a multa por atraso, a forma e o local de pagamento devem sempre estar de maneira bem clara nos contratos. 

Os reajustes só podem ser feitos ao término do período de locação, também previsto no documento. Para especialistas que acompanham o mercado de Brasília, passou o tempo em que proprietários decidiam o tamanho dos aumentos sozinhos e davam o recado ao inquilino: ou aceita ou sai do imóvel.

aluguel de casa


Até o fim de 2011, o reinado dos proprietários tinha uma explicação. A demanda se mostrava superaquecida, o preço do metro do quadrado disparava e as tabelas de aluguel ficavam rapidamente defasadas. 




Era hora de cobrar a fatura dos inquilinos. Com a situação menos eufórica, o cenário tende a ser outro. “Agora, o proprietário não quer perder seu inquilino. Vai ser um período de muita negociação”, acredita o diretor da Associação Brasileira de Mercado Imobiliário (Abmi) Pedro Fernandes.

O início do ano, principalmente a partir da segunda quinzena de janeiro, costuma ser uma temporada de muitas locações. Não há estimativa de quantos imóveis existem disponíveis atualmente no DF, mas o estoque cresceu bastante no ano passado com a entrega de empreendimentos lançados em 2009, no auge do mercado. 

“A oferta está grande, opção não falta”, reforça Fernandes, dono de uma imobiliária em que o número de imóveis para alugar cresceu 25% em 2012.

Maior Procura:

Imóveis menores, de um ou dois quartos, são os mais procurados por solteiros e casais com até um filho. De acordo com o último boletim do Sindicato da Habitação do DF (Secovi-DF), os maiores preços por metro quadrado de aluguel são as quitinetes e os apartamentos das asas Sul e Norte e do Sudoeste, além das quitinetes do Guará. 

Os menores valores, também por metro quadrado, são encontrados em Ceilândia e no Gama, para apartamentos de dois quartos. Na avaliação do presidente do Secovi-DF, Carlos Hiram, os preços se manterão estáveis ao longo de 2013. 

“Estamos atravessando um período de calmaria. Não há expectativa de aumento nem de queda”, afirma ele, que considera o IGP-M acumulado nos últimos 12 meses mais do que adequado à situação do mercado.

aluguel de casa



Carlos Hiram prevê que, nos casos de renovação de contrato em janeiro, proprietários não recomendarão percentual acima do indicador.




A professora Lúcia Cordovil, 36 anos, mora de aluguel em uma quitinete de 48m² no Sudoeste. Paga R$ 1 mil por mês à imobiliária, mais R$ 240 de condomínio. No mês que vem, o contrato vai vencer. 

“Não sei como será o reajuste, mas estou me preparando para pagar R$ 100 a mais”, diz ela, que pretende passar em um concurso, e ter folga financeira para adquirir a casa própria. “Até lá, o jeito vai ser arcar com o aluguel para ter qualidade de vida e morar perto do trabalho”, completa.

Há quase 30 anos no mercado, o empresário Gilvan João da Silva, da diretoria do Secovi-DF, sustenta que a maioria dos proprietários não vai forçar aumentos.

“A prática da negociação voltará com força. Será melhor manter os preços a ficar com o imóvel desocupado”, explica Silva. Na avaliação dele, os aluguéis defasados absorverão integralmente o IGP-M dos últimos 12 meses. Nos demais casos, acrescenta, pode nem haver reajuste.

Procura:

Em 2011, as imobiliárias se aproveitaram da substituição de cerca de 22 mil cargos comissionados e da perspectiva de aumento do auxílio-moradia pago aos servidores públicos federais, para reajustar os preços dos aluguéis em até 58%.

Inflação:

O cálculo do IGP-M inclui outros indicadores: o de Preços ao Consumidor (IPC), o de Preços ao Produtor Amplo (IPA) e o Nacional de Custos da Construção Civil (INCC). Eles medem a inflação de bens de consumo e de produção.

Serviços Relacionados:




Por: Diego Amorim.

Edição e Publicação | Equipe | Imovel e Dicas 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu Nome e Email ao final da Mensagem, caso deseje alguma informação específica.

Atenciosamente.

Brasil Brokers Enjoy