11 de janeiro de 2013

Banco do Brasil quer dobrar Crédito Imobiliário.

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O Banco do Brasil (BB) quer dobrar este ano sua carteira de crédito imobiliário. 





Novato nesse ramo de negócios, o banco conseguiu fechar 2012 com a liberação de R$ 11,35 bilhões de empréstimos imobiliários. Trata-se de um crescimento de 75% em relação ao valor contratado em 2011, de R$ 6,43 bilhões, segundo dados obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. 

A estratégia do BB é se tornar o segundo banco de crédito imobiliário no País até o fim de 2014. Para atingir essa meta, o BB precisa dobrar a cada ano sua carteira. A liderança é ocupada hoje pela Caixa Econômica Federal, seguida pelo banco Itaú. 

Estamos focando muito forte neste mercado. A grande janela de oportunidade para o banco de varejo crescer sua carteira de crédito no País é financiar as moradias, disse o diretor de Crédito Imobiliário do BB, Gueitiro Matsuo Genso. 

Segundo ele, o BB tem hoje uma participação de cerca de 4,1% no mercado, enquanto o segundo colocado ocupa uma fatia em torno de 9%. Para o diretor, as medidas do governo de estímulo ao setor de construção civil, anunciadas no final do ano passado e que incluem a desoneração da folha de pagamento, foram muito bem recebidas e viabilizaram vários projetos do setor. 

Além do crédito para as pessoas físicas, o BB também financia as construtoras. Nosso potencial de geração de negócios futuros é muito grande, porque financiamos muitos empreendimentos. Eles vão sendo construídos e as pessoas vão comprando, disse Genso. 

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O diretor destacou que o crédito imobiliário é o produto de maior fidelização para o banco, por se tratar de um financiamento de longo prazo.




Ao longo dos 30 anos, 20 anos de prazo que o cliente definir no financiamento, no mínimo uma vez por mês o banco mantém o relacionamento quando ele for pagar a prestação, explicou Genso. 

Se o banco cuidar direito, esse cliente tende a concentrar a renda dele na conta, completou. Pelos dados do BB, do total de crédito imobiliário contratado em 2012, R$ 7,11 bilhões correspondem a aplicações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). 

Outros R$ 1,27 bilhão foram liberados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 2,97 bilhões são de recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e demais fontes. 

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