12 de março de 2013

Comprando seu Imóvel na Planta.

 Imóvel na Planta.



Imóveis comprados na planta podem alcançar uma valorização de até 50% na entrega das chaves.







O negócio, no entanto, pode deixar de ser vantajoso em casos de fraude, atraso na entrega ou endividamento da construtora. Leia a seguir as dicas dos especialistas para reduzir os riscos neste tipo de negócio:

1. Antes de começar a procurar um imóvel na planta, avalie bem sua situação financeira, essa é uma transação de longo prazo, que vai comprometer suas finanças por alguns anos, é preciso pensar em alternativas para situações imprevistas, como a perda de emprego ou comprometimento da renda familiar em caso de doença. 

O comprador também deve ter em mente que a parcela paga mensalmente e as semestrais poderão ser reajustadas. Lembre-se que na entrega das chaves também surgirão gastos com a documentação do imóvel. Tudo isso deve caber no seu orçamento.

2. Cheque o passado da construtora, a compra do imóvel sempre envolve uma quantia significativa de dinheiro. Consulte a lista de reclamações do Procon, veja se a construtora tem pendências na justiça e converse com os moradores de outros empreendimentos entregues pela Empresa. 

Atualmente, por conta das redes sociais, empresas com má reputação no mercado são facilmente reconhecidas e denunciadas por grupos de compradores que se sentiram lesados por atrasos ou até falta de qualidade na construção dos imóveis.

 Imóvel na Planta.



3. O memorial descritivo do empreendimento e a documentação são mais importantes do que os folhetos de propaganda e o stand decorado.






A lei 4591, de 1964, determina que, antes de começar um negócio imobiliário, as incorporadoras precisam registrar em cartório um conjunto de quinze documentos.

Entre eles estão à prova da propriedade do terreno, o projeto de construção aprovado pela prefeitura, o cálculo exato da área do imóvel e a descrição do acabamento e material utilizado na construção. Exija a apresentação de todos esses papéis.

4. Conheça o local do imóvel pessoalmente. Quem compra um imóvel pela "internet" ou em stands de vendas em shoppings, sem antes visitar o terreno, corre o risco de enfrentar surpresas desagradáveis depois. Em muitos casos, a vizinhança é barulhenta e o bairro enfrenta problemas como enchentes, trânsito e falta de segurança.

5. Preste atenção na maquete, porque ela ajuda a eliminar algumas dúvidas e dá uma boa noção espacial do imóvel e sua distribuição no terreno, isso também pode ajudar o comprador a escolher o apartamento com a melhor vista e insolação.

Lembre-se: apartamentos da face norte batem mais sol, o que pode ser uma vantagem (Principalmente no Sul) não somente enquanto morar no imóvel, mais também na hora de vendê-lo.

 Imóvel na Planta.



6. Organize em uma pasta todo o material que puder recolher sobre o empreendimento:







Folhetos promocionais, e-mails enviados pelos corretores e anotações escritas em papel no momento da compra. Tudo isso pode ser levado em conta pela justiça, servindo como prova, caso o comprador se sinta lesado e queira processar à construtora posteriormente.

7. Torne a compra do imóvel oficial, fazendo o registro do negócio no cartório. Pelas leis brasileiras, a propriedade só é transferida após esse procedimento. Sem o registro não há direito sobre a propriedade.

No estado de São Paulo, é permitido o pagamento de 30% do valor final do registro da escritura no registro do compromisso de compra e venda do imóvel. Os outros 70% podem ser pagos na hora de registrar a escritura.

8. Firme um contrato com um tabelião em vez de utilizar a consultoria jurídica oferecida pela imobiliária ou incorporadora. A economia feita quando se estabelece uma escritura pública pode ser de até 40% em comparação ao serviço particular. Além de pesar menos no bolso, a consultoria de um tabelião será mais imparcial.

A consulta ao tabelião também é mais vantajosa porque, caso a construtora não consiga terminar a obra, compradores que recorreram à escritura pública tornam-se automaticamente proprietários de parte do terreno onde o imóvel seria construído.

9. Durante a construção, o índice a ser aplicado para reajuste das parcelas geralmente é o indicador da evolução dos custos da construção civil, o INCC.

 Imóvel na Planta.



Depois da entrega das chaves, o índice será o estabelecido com a construtora ou agente financeiro (credito imobiliário), o que deve ser informado previamente. 





A cobrança de juros durante a construção pode ser agora efetuada ou não, se a construtora deseja cobrar, negocie com esta a isenção da taxa de juros até a entrega das chaves. 

Caso a construtora ou incorporadora insira em seu contrato cláusula que estipule prazo de prorrogação para a entrega do imóvel, que pode variar de 120 a 180 dias, não aceite.  O PROCON-SP considera essa prática abusiva, porque permite a variação unilateral das condições contratuais.

O PROCON-SP também entende que são abusivas cláusulas que preveem a cobrança da taxa de assistência jurídica (assistência técnica imobiliária ou SATI). 

Essa cobrança não pode ser imposta pela construtora e só deve ser feita se o serviço for solicitado pelo consumidor. A taxa de interveniência, que é cobrada quando consumidor escolhe outro banco, que não indicado pela empresa, também é considerada abusiva pelo PROCON-SP.

10. Preste atenção nos contratos com a companhia de seguro. É o seu nome, e não o da incorporadora, que deve aparecer como beneficiário em caso de inadimplência da empresa, assim, você garante o direito à indenização entre outros benefícios.

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Fonte Arquivo: Portal MSN.

Edição e Publicação | Equipe | Imovel e Dicas

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